Mioma

(Mioma Uterino / Leiomioma)

Mioma (mioma uterino / leiomioma)

Miomas são crescimentos benignos (não cancerosos) formados a partir do músculo do útero. Eles podem surgir na parede do útero, dentro da cavidade uterina ou na superfície externa, em um único nódulo ou em vários, e podem variar bastante de tamanho.

Se você tem menstruação muito intensa, cólicas fortes, pressão/dor pélvica, aumento do volume abdominal ou anemia, vale investigar.

Mioma é um tumor benigno (não canceroso) que cresce no útero, feito principalmente de células musculares e tecido fibroso. É uma condição muito comum e, na maioria das vezes, não vira câncer.

Muitas mulheres não têm sintomas. Quando aparecem, os mais comuns são:

  • Sangramento menstrual intenso (às vezes com coágulos)

  • Cólica e dor pélvica

  • Sensação de peso/pressão na pelve

  • Aumento do volume abdominal / “barriga inchada”

  • Vontade de urinar com mais frequência (por compressão da bexiga)

  • Dor na relação sexual (em alguns casos)

  • Dificuldade para engravidar ou alterações reprodutivas em casos selecionados

A causa exata não é única, mas o crescimento costuma estar relacionado a hormônios e fatores individuais. Eles são mais comuns durante os anos reprodutivos e podem diminuir após a menopausa.

Em geral, o diagnóstico é feito com:

  • Consulta ginecológica (história + exame físico)

  • Ultrassom (principal exame inicial)

  • Outros exames podem ser indicados conforme o caso (ex.: para mapear melhor localização/tamanho antes de procedimento).

Nem todo mioma precisa tratar. Em geral, tratamos quando há:

  • Sintomas (principalmente sangramento intenso, dor, pressão)

  • Anemia por sangramento

  • Crescimento rápido (avaliação individual)

  • Impacto em fertilidade ou planejamento gestacional (caso a caso)

A escolha depende de sintomas, tamanho/localização, idade, desejo de engravidar e histórico clínico.

1) Acompanhamento

Quando não há sintomas relevantes, pode ser só observar e acompanhar, especialmente se estiver próximo da menopausa.

2) Tratamento medicamentoso

Medicamentos podem ajudar a controlar o sangramento e a dor e, em alguns casos, reduzir temporariamente o volume dos miomas.

3) Procedimentos e cirurgias

  • Miomectomia (remove o mioma e preserva o útero): opção comum para quem deseja manter o útero, mas pode haver recidiva.

  • Histerectomia (retira o útero): tratamento definitivo quando indicado e quando não há desejo de gestação futura.

  • Outras opções menos invasivas podem ser consideradas em perfis específicos (ex.: embolização/ablação), conforme avaliação e disponibilidade.

Varia conforme o tratamento (clínico x procedimento). Em geral:

  • Medicamentoso: retorno mais rápido, com reavaliações para ajuste.

  • Procedimentos/cirurgias: tempo de recuperação depende da técnica e extensão — o médico orienta repouso, retorno ao trabalho, atividade física e vida sexual.

  • Seguir as orientações de medicação e retornos

  • Monitorar sangramento e sintomas

  • Em caso de cirurgia, respeitar restrições e sinais de alerta (febre, dor intensa, sangramento anormal) conforme orientação médica.


  • Redução do sangramento e melhora de anemia

  • Alívio da dor/pressão pélvica

  • Melhora da qualidade de vida

  • Em casos selecionados, pode ajudar no planejamento reprodutivo.

Quais são os riscos?

Os riscos dependem do tipo de tratamento:

  • Medicamentos: efeitos colaterais variam conforme a classe.

  • Procedimentos/cirurgias: riscos anestésicos, sangramento, infecção e outros, discutidos individualmente na consulta.