Pólipos Uterinos

(pólipos endometriais)

Pólipos Uterinos (pólipos endometriais)

Pólipos uterinos são pequenas formações (crescimentos) que aparecem na camada interna do útero (endométrio). Em muitos casos são benignos, mas podem causar sangramentos irregulares e, por isso, frequentemente precisam de avaliação ginecológica — e, quando removidos, costumam ser enviados para análise (biópsia).

Se você tem sangramento fora do período, menstruação muito irregular, sangramento após a menopausa ou está com dificuldade para engravidar, vale investigar.

Um pólipo uterino é um crescimento do tecido do endométrio (o “revestimento” interno do útero), que pode ficar preso por uma base ou por uma “haste” fina. Ele pode variar de tamanho e pode ser único ou múltiplo.

Obs.: existe também pólipo no colo do útero (pólipo cervical). A lógica é parecida (crescimento geralmente benigno), mas a origem e o tratamento podem ser diferentes

Muitas mulheres não sentem nada. Quando há sintomas, o mais comum é sangramento anormal:

  • Sangramento entre as menstruações

  • Menstruação irregular (mudando de volume e duração)

  • Fluxo muito intenso

  • Sangramento após a menopausa

  • Em alguns casos, dificuldade para engravidar

A causa exata nem sempre é possível apontar, mas os pólipos estão relacionados a alterações do endométrio e podem ser mais frequentes em determinados perfis/histórias clínicas. O mais importante é: quando há sangramento fora do padrão, precisa investigar a causa.

Geralmente envolve:

  • Consulta ginecológica + história dos sangramentos

  • Ultrassom transvaginal (muito usado como primeiro exame)

  • Histeroscopia quando indicado (um exame que permite olhar dentro do útero com uma câmera fina, ajudando a confirmar e, muitas vezes, tratar)

Depende de sintomas, idade, status menopausal, tamanho/aspecto do pólipo e fatores de risco. Existem dois caminhos comuns:

1) Acompanhamento (em casos selecionados)

Quando o pólipo é pequeno e sem sintomas importantes, o médico pode indicar acompanhar.

2) Remoção do pólipo (polipectomia)

Quando há sangramento, quando o pólipo é suspeito, ou em alguns cenários específicos (ex.: pós-menopausa), pode ser indicada a retirada, geralmente por histeroscopia.

A histeroscopia permite visualizar a cavidade do útero e, se houver pólipo, ele pode ser removido no mesmo procedimento com instrumentos apropriados. Em muitos serviços, pode ser feito como procedimento ambulatorial (“ver e tratar”), dependendo do caso.

E um ponto essencial: o material removido costuma ser enviado para análise para confirmar que é benigno.

Em geral, a recuperação é rápida. Pode ocorrer:

  • cólica leve e pequeno sangramento por alguns dias (varia de pessoa para pessoa e do procedimento).

Seu médico orienta quando retomar atividade física, relação sexual e uso de absorventes internos (quando aplicável).

De forma geral (o plano final depende do seu caso):

  • seguir as orientações de medicação, se prescrita

  • observar sangramento/dor

  • procurar atendimento se houver febre, dor forte, sangramento intenso ou mal-estar importante

  • Redução/controle do sangramento anormal

  • Melhora da qualidade de vida (menos insegurança com escapes)

  • Em alguns casos, pode ajudar no planejamento reprodutivo quando o pólipo está associado à infertilidade

Como qualquer procedimento, há riscos (geralmente baixos, mas variam conforme técnica e condições clínicas), como sangramento, infecção e riscos anestésicos quando aplicável — por isso a avaliação individual é importante.