HPV (Papilomavírus Humano)

HPV é um vírus muito comum, transmitido principalmente por contato sexual e pele com pele na região genital. Na maioria das vezes, a infecção não causa sintomas e o organismo elimina o vírus sozinho. Quando o HPV persiste, alguns tipos podem causar verrugas genitais e outros podem levar a lesões pré-cancerosas e câncer (principalmente colo do útero, mas também vulva, vagina, ânus e orofaringe).

Se você teve exame alterado (Papanicolau/HPV), notou verrugas/lesões, ou quer orientação sobre prevenção e vacina, agende sua consulta.

HPV (papilomavírus humano) é um grupo de vírus. Existem tipos que tendem a causar verrugas e tipos chamados de alto risco, que podem causar alterações nas células e, com o tempo, evoluir para câncer se não forem acompanhados e tratados quando necessário.

Muitas pessoas não têm sintomas. Quando aparecem, pode haver:

  • Verrugas genitais (lesões elevadas, às vezes “em couve-flor”, podendo coçar ou incomodar)

  • Alterações que só são percebidas em exames (ex.: Papanicolau/HPV), sem sintomas

Importante: HPV pode estar presente mesmo sem verrugas e mesmo sem sinais visíveis

O HPV é transmitido principalmente por contato íntimo (vaginal, anal e oral) e também por contato pele com pele na região genital. Preservativos ajudam a reduzir o risco, mas não eliminam 100%, porque nem toda a área de pele fica coberta.

Pode, em alguns casos — mas isso geralmente ocorre quando há infecção persistente por tipos de alto risco e não há rastreamento/tratamento das lesões. A boa notícia é que o câncer do colo do útero é, em grande parte, prevenível com vacina e rastreamento (Papanicolau/HPV), tratando lesões antes que evoluam.

Depende do objetivo:

1) Rastreamento do colo do útero (preventivo)

Pode ser feito com:

  • Papanicolau (citologia)

  • teste de HPV

  • ou ambos, dependendo da faixa etária e orientação do seu médico

2) Quando há alteração no exame

Pode ser indicada a colposcopia (avaliação detalhada do colo do útero) e, em alguns casos, biópsia.

3) Quando há verrugas/lesões visíveis

O diagnóstico costuma ser clínico (pela avaliação), e exames adicionais podem ser indicados conforme o caso.

 

O tratamento depende do que o HPV causou:

Verrugas genitais

O tratamento pode remover as verrugas, mas não “garante” que o vírus desapareceu imediatamente, por isso acompanhamento é importante. Existem várias opções (tópicas/procedimentos), escolhidas conforme localização e tamanho.

Lesões no colo do útero (pré-cancerosas)

O foco é tratar a lesão e acompanhar de perto para evitar progressão. O plano é individualizado conforme o grau da alteração e exames.

Não existe um “remédio” que elimine diretamente o HPV em todos os casos; o cuidado é tratar as consequências (verrugas/lesões) e fazer prevenção e acompanhamento.

Vacina contra o HPV

A vacina é uma das estratégias mais eficazes de prevenção e é mais efetiva quando aplicada antes do início da vida sexual (por isso a faixa etária mais jovem é priorizada em programas de saúde). No Brasil, o SUS oferece vacina (por calendário/indicações do Ministério da Saúde), e o INCA destaca a vacina tetravalente e sua relação com prevenção de câncer do colo do útero.

Rastreamento (Papanicolau/HPV)

Mesmo vacinada, a pessoa pode precisar seguir recomendações de rastreamento conforme idade e histórico, porque a vacina não cobre todos os tipos de HPV.

Preservativo e redução de risco

Preservativo reduz risco, mas não elimina totalmente; ainda assim, é uma medida importante de prevenção.

Um teste positivo indica que foi detectado HPV (em geral, o laboratório especifica se é “alto risco”). Isso não significa câncer. Significa que você precisa seguir o plano de acompanhamento (repetir exame, colposcopia, etc.) definido pelo seu ginecologista.

  • Evitar que alterações evoluam (tratando lesões antes de virar algo grave)

  • Clareza sobre exames alterados e próximos passos

  • Prevenção com plano personalizado (vacina + rastreamento)

O maior risco é deixar uma lesão pré-cancerosa evoluir sem perceber — e isso pode acontecer porque, muitas vezes, não dá sintomas. Por isso, o rastreamento é tão importante.