Candidíase de repetição

A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, que pode provocar coceira intensa, ardor e corrimento. Quando os episódios voltam com frequência, chamamos de candidíase de repetição (ou recorrente) — em geral, 3 ou mais crises em 1 ano, idealmente com diagnóstico confirmado.

É quando a candidíase aparece várias vezes ao longo do ano. Nesses casos, o mais importante é confirmar a causa (nem todo “corrimento com coceira” é candidíase) e montar um plano que inclua tratamento da crise e, quando indicado, tratamento de manutenção para reduzir recidivas.

  • Coceira e irritação vulvar/vaginal

  • Ardor (inclusive ao urinar, em alguns casos)

  • Vermelhidão e sensibilidade

  • Corrimento branco, geralmente mais espesso (pode variar)

  • Desconforto na relação sexual

Importante: sintomas parecidos podem acontecer em vaginose bacteriana, tricomoníase, dermatites e outras causas — por isso a avaliação é essencial.

Nem sempre existe um “culpado”, mas algumas situações podem favorecer recorrência:

  • uso recente de antibióticos

  • diabetes (especialmente se descompensado)

  • alterações hormonais e fatores individuais

  • espécies de Candida menos sensíveis ao tratamento habitual (ex.: não-albicans)

Em casos recorrentes, o diagnóstico não deve ser baseado só nos sintomas. O ideal é:

  • exame clínico + avaliação do corrimento

  • testes no consultório quando disponíveis (ex.: microscopia, pH)

  • em recorrência/falha terapêutica: cultura/identificação da Candida para confirmar espécie e guiar tratamento

O tratamento costuma ser em 2 etapas:

1) Controlar a crise (indução)

Pode ser feito com esquema mais prolongado (por exemplo, 7–14 dias com terapia tópica, ou esquema oral em doses seriadas), conforme avaliação e gravidade.

2) Evitar novas crises (manutenção)

Para candidíase recorrente por Candida albicans, uma estratégia muito usada e recomendada é: A manutenção costuma controlar muito bem as recorrências durante o uso, mas pode não ser “cura definitiva” para todas — por isso o acompanhamento é importante.

E quando não é Candida albicans?

Em casos de falha ou suspeita de espécie não-albicans, o plano muda (por isso a cultura pode ser tão útil).

  • evite duchas vaginais e produtos perfumados na região íntima

  • prefira roupas que reduzam umidade e atrito

  • evite repetir antifúngicos por conta própria sem confirmar o diagnóstico (isso pode “mascarar” outra causa)