Histeroscopia Cirúrgica

A histeroscopia cirúrgica (também chamada de histeroscopia operatória) é um procedimento feito para tratar alterações dentro do útero, usando uma microcâmera introduzida pela via vaginal, sem cortes no abdome. Ela permite visualizar a cavidade uterina e, no mesmo ato, realizar tratamentos como remoção de pólipos, alguns tipos de miomas submucosos e correções específicas do endométrio, conforme indicação médica.

É um procedimento em que o médico acessa o interior do útero por meio de um aparelho fino com câmera (histeroscópio). Quando o objetivo é tratar, são utilizados instrumentos próprios para remover ou corrigir alterações na cavidade uterina.

A histeroscopia cirúrgica pode ser indicada em situações como:

  • Pólipos uterinos (remoção/polipectomia)

  • Sangramento uterino anormal e investigação/tratamento de alterações da cavidade uterina (em casos selecionados)

  • Miomas submucosos (que crescem para dentro da cavidade uterina), quando elegíveis para tratamento por histeroscopia

  • Aderências intrauterinas (sinéquias) e outras alterações da cavidade, quando indicado

  • Em alguns casos, apoio à avaliação/tratamento em infertilidade, conforme a causa e o plano reprodutivo

De forma geral:

  1. O histeroscópio é introduzido pela vagina e colo do útero até a cavidade uterina.

  2. O útero é distendido com líquido para melhorar a visualização.

  3. A alteração é tratada com instrumentos específicos (remoção, corte, cauterização, etc., dependendo do caso).

Pode ser realizado em ambiente ambulatorial ou centro cirúrgico, com analgesia/anestesia conforme indicação e perfil da paciente.

O preparo varia caso a caso, mas geralmente inclui:

  • avaliação clínica e revisão de exames

  • orientações sobre jejum (se houver anestesia)

  • ajuste de medicamentos (por exemplo, anticoagulantes), quando aplicável

  • em alguns casos, estratégias para facilitar o acesso ao colo do útero (decisão individualizada)

Em geral, é comum:

  • cólica leve (tipo cólica menstrual) por 1–2 dias

  • pequeno sangramento/spotting por alguns dias (pode variar)

Orientações frequentes no pós:

  • usar absorvente, evitar tampão enquanto houver sangramento

  • evitar atividade física intensa e relação sexual por um período (muitos serviços orientam cerca de 7 dias para reduzir risco de infecção, mas isso depende do caso e da orientação do seu médico)

Os cuidados mudam conforme o tipo de tratamento realizado, mas costumam incluir:

  • medicação para dor, se necessário

  • observar sangramento e sinais de infecção

  • comparecer ao retorno para revisão e, quando houver remoção de tecido, discutir o resultado do exame do material (quando enviado para análise)

  • Trata a causa dentro do útero com alta precisão, muitas vezes no mesmo procedimento em que se confirma o achado

  • Sem cortes abdominais, o que costuma favorecer recuperação mais rápida

  • Pode melhorar sintomas como sangramento anormal e ajudar no planejamento reprodutivo em casos selecionados (dependendo da indicação)